FinCEN liga US$ 13 bilhões em golpes de criptomoedas a operações não americanas

Fernando Vitovisk
2 Min de Leitura

O que aconteceu

A agência FinCEN revelou que organizações criminosas transnacionais, baseadas em regiões do Sudeste Asiático, estão por trás de golpes em ativos digitais que visam residentes dos Estados Unidos. Um relatório da rede de combate a crimes financeiros do Departamento do Tesouro dos EUA identificou US$ 12,7 bilhões em transações de criptomoedas realizadas por centros de golpes no exterior.

Os detalhes da análise

De acordo com o relatório, mais de 33.000 documentos foram analisados entre setembro de 2023 e dezembro de 2025, revelando cerca de US$ 13 bilhões em transações financeiras relacionadas a fraudes. Os golpes em ativos digitais incluíram casos de ‘pig butchering’, fraudes românticas e esquemas de confiança em criptomoedas, nos quais a vítima é manipulada a investir com promessas falsas de altos retornos.

Declarações oficiais

Gene Lange, que atua como Subsecretário de Terrorismo e Inteligência Financeira, destacou que “os golpes de investimento em ativos digitais representam uma das ameaças de fraude mais significativas enfrentadas pelos americanos atualmente”.

A resposta legislativa

A FinCEN informou que a maioria dos golpes é atribuída a organizações criminosas transnacionais. Legisladores em alguns dos países afetados têm tentado combater esses “centros de golpes”. O Parlamento de Mianmar aprovou uma legislação em julho que pode impor até prisão perpétua para operadores que usem violência, tortura e prisões ilegais para forçar pessoas a participar, enquanto os legisladores no Camboja propuseram uma lei semelhante em abril, que também prevê penas de prisão.

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