Visitas ao Kalshi nos EUA disparam 1.500% com pressão regulatória crescente

Fernando Vitovisk
2 Min de Leitura

Um crescimento explosivo

As visitas ao site do Kalshi nos Estados Unidos aumentaram mais de 1.500% em menos de um ano, destacando o crescimento acelerado da plataforma de mercado de previsões, mesmo diante de uma crescente supervisão legal sobre seus contratos esportivos.

Os números impressionantes

De acordo com estimativas de tráfego da Similarweb, o Kalshi registrou 15,4 milhões de visitas dos EUA em julho, um aumento de aproximadamente 1.520% em relação a menos de 1 milhão em agosto de 2025. O tráfego dos EUA representou quase 80% do total, subindo de 72,8% em agosto de 2025, o que demonstra que sua expansão continua fortemente concentrada no país.

Desafios legais à vista

Esse aumento no tráfego ocorre em meio a crescentes desafios legais que questionam se os contratos esportivos do Kalshi estão sob a supervisão federal ou se se enquadram nas leis estaduais de jogos. O estado de Nova Jersey levou a disputa até a Suprema Corte dos EUA.

Crescimento do volume de negociações

Além do aumento no tráfego, o Kalshi também viu um crescimento ainda mais rápido em sua atividade de negociação. Em agosto, a plataforma registrou cerca de $40 bilhões em volume de negociação mensal, um salto de aproximadamente 4.500% em relação aos $874 milhões registrados um ano atrás. Em todo o setor de mercados de previsões, o volume notional mensal subiu para $50,7 bilhões, comparado a cerca de $2 bilhões no mesmo período, com o Kalshi representando quase 79% do total mais recente.

Tráfego crescente de jurisdições restritas

Curiosamente, o Kalshi também atraiu tráfego crescente de jurisdições onde o acesso é restrito. O Canadá, por exemplo, gerou cerca de 450.000 visitas em julho, um aumento em relação às aproximadamente 50.000 em agosto de 2025. Já o tráfego do Reino Unido saltou para 296.000, contra 31.000 no ano anterior. Apesar desse crescimento, a participação do Canadá no tráfego do Kalshi caiu de 3,8% para 2,3%, enquanto a do Reino Unido foi de 2,4% para 1,5%.

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