O que aconteceu
Um novo relatório da Chainalysis revelou que hackers ligados à Coreia do Norte e ao Irã são responsáveis por uma impressionante alta de 420% no uso de malware em blockchains públicas este ano. A atividade criminosa, que envolve o armazenamento de instruções de malware em blockchains, representa cerca de dois terços das novas iniciativas identificadas.
Por que isso importa
A Chainalysis destacou o grupo UNC5342, vinculado à Coreia do Norte, que esteve envolvido em atividades não atribuídas anteriormente em redes como Tron, Aptos e BNB Smart Chain. O uso de blockchains públicas permite que as campanhas de malware sejam mais duráveis, pois as informações armazenadas permanecem acessíveis mesmo após a remoção de domínios ou servidores. Além disso, a Coreia do Norte está utilizando trabalhadores remotos de outros países, como Irã e Líbano, para infiltrar empresas dos EUA e financiar seus programas de armas.
Desdobramentos na Ásia
CoinEx encerra operações
A exchange CoinEx, fundada em Hong Kong, anunciou que encerrará suas operações após nove anos. A decisão foi atribuída à queda nos volumes de negociação e liquidez durante o mercado em baixa, além do aumento dos custos regulatórios e de conformidade. Os usuários poderão retirar seus fundos até o dia 22 de dezembro.
Iniciativas no setor de criptomoedas na Índia
A Índia lançou um projeto piloto de títulos tokenizados, emitindo um total combinado de 10,25 bilhões de rúpias (aproximadamente 107 milhões de dólares). O novo sistema permite que os títulos corporativos sejam emitidos e mantidos como tokens digitais em um livro-razão distribuído, conectado à moeda digital do banco central.
Conclusão
O cenário de criptomoedas na Ásia está em constante evolução, com desafios significativos e novas oportunidades surgindo. A crescente atividade de hackers e o fechamento de exchanges como a CoinEx destacam a necessidade de vigilância e inovação no setor. O que mais está por vir neste cenário já tão turbulento?
