O que está acontecendo
O Bitcoin permanece preso em uma faixa de negociação estreita entre US$ 62.000 e US$ 66.000, enquanto a compra constante de ETFs é contrabalançada pelas vendas de mineradores e grandes corporações como a MicroStrategy. Com volumes de negociação e volatilidade em níveis mínimos históricos, a expectativa recai sobre o relatório de inflação dos EUA, que pode ser o catalisador necessário para romper esse impasse.
Por que isso importa
Os analistas indicam que o relatório do CPI, previsto para ser divulgado na quarta-feira, é um teste crucial para o Bitcoin. Paul Howard, diretor sênior da firma de negociação Wincent, destacou que a recente ação de preços do Bitcoin foi amplamente influenciada por fluxos constantes de ETFs, enquanto as vendas no mercado de balcão (OTC) têm pressionado os preços para baixo.
O cenário atual
Na terça-feira, o BTC mal se moveu, caindo para cerca de US$ 63.500, uma queda de 0,6% nas últimas 24 horas. Apesar do forte influxo de ETFs e da melhor performance do mercado de risco em geral, o Bitcoin conseguiu apenas uma valorização de cerca de 2% na semana passada, o que reflete a pressão de vendas por parte das tesourarias corporativas.
Possíveis mudanças à vista
O relatório de inflação pode finalmente oferecer aos traders uma justificativa para romper a estagnação. Jeff Anderson, sócio-gerente da STS Digital, observou que a liquidez baixa do verão tem gerado uma convicção fraca em ambos os lados do mercado. O cenário atual deixa o mercado pronto para um movimento mais significativo, caso o Bitcoin consiga romper a faixa em qualquer direção.
O que esperar
Howard prevê que a consolidação do preço do Bitcoin deve persistir até meados de setembro, a menos que um catalisador fundamental surja. O progresso regulatório em relação ao Clarity Act pode ser o próximo grande impulso para o mercado. Contudo, historicamente, setembro é um mês desafiador para o Bitcoin, com uma média de queda de 4% desde 2013, segundo dados do CoinGlass.
