Trump Ataca Sistema de Pagamentos do Brasil Enquanto Stablecoins em Dólar Dominam Transações

Lionel Henrique
2 Min de Leitura

O que aconteceu

Em um movimento inesperado, os Estados Unidos anunciaram a imposição de uma tarifa de 25% sobre a maioria dos produtos brasileiros a partir de 22 de julho, visando o que consideram vantagens injustas geradas pelo sistema de pagamento instantâneo Pix, operado pelo governo brasileiro. Essa decisão surge em meio a um crescente domínio das stablecoins atreladas ao dólar, que já representam cerca de 90% das transações cripto no Brasil.

Por que isso importa

A medida representa uma tentativa dos EUA de proteger o dólar em um mercado onde o Pix já processa mais transações do que cartões de crédito e débito combinados. O embaixador Jamieson Greer afirmou que essa ação é necessária para garantir que empresas e trabalhadores americanos possam competir em condições justas. O sistema Pix, que já conta com mais de 170 milhões de usuários, processou quase 7 bilhões de transações em junho, totalizando aproximadamente R$3 trilhões (cerca de US$590 bilhões).

Stablecoins em Ascensão

Embora o governo dos EUA esteja preocupado com o crescimento do Pix, a demanda por stablecoins em dólar no Brasil não diminuiu. Através de infraestruturas de pagamento baseadas em blockchain, as stablecoins já são amplamente utilizadas, representando um volume significativo de transações. No entanto, o Banco Central do Brasil planeja limitar o papel dessas moedas digitais em pagamentos transfronteiriços, alegando riscos à soberania monetária e à fiscalização tributária.

O Cenário Futuro

A pressão dos EUA pode acelerar o debate regulatório sobre stablecoins no Brasil. Especialistas indicam que o Pix e as stablecoins podem ser complementares, permitindo um sistema de pagamentos mais eficiente e diversificado. Com a construção de um sistema de liquidação tokenizado, o Drex, o Banco Central pode estar se preparando para um futuro onde a regulamentação e a inovação caminham lado a lado.

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