O que aconteceu
Recentes passos regulatórios significativos indicam que o Reino Unido pode finalmente estar deixando de lado a hesitação em relação às criptomoedas. O CEO da Wirex, Chet Shah, destaca que as novas diretrizes do Financial Conduct Authority (FCA) e do Bank of England são sinais claros de que o país está comprometido em se tornar um centro global para ativos digitais.
Novas regras e mudanças importantes
No mês passado, a FCA finalizou suas regras para criptomoedas, estabelecendo diretrizes sobre requisitos de capital, admissões e divulgações para empresas do setor. O Bank of England, por sua vez, removeu os limites anteriormente propostos sobre as holdings de stablecoins atreladas a moedas fiduciárias e reduziu o requisito de reserva que os emissores devem manter no banco central de 40% para 30%. Essas mudanças são um indicativo de que o Reino Unido está se preparando para um regime regulatório robusto, em vez de apenas discursar sobre o assunto.
Um histórico complicado
Nos últimos anos, o setor de criptomoedas do Reino Unido tem enfrentado dificuldades, com propostas que foram criticadas por serem excessivamente restritivas e por atrasos na autorização de novas empresas. Além disso, várias instituições financeiras bloquearam transações com exchanges de criptomoedas, citando preocupações com fraudes, o que gerou críticas sobre a competitividade do país no cenário global.
Oportunidade e adaptação
Enquanto o Reino Unido se arrastava, a adoção de stablecoins cresceu exponencialmente em outras jurisdições. A UE e os EUA implementaram regulamentações que favorecem o crescimento desses ativos digitais, enquanto o Reino Unido finalmente parece estar ouvindo a indústria e ajustando suas propostas. O feedback do setor resultou em mudanças nas exigências de reservas para stablecoins, tornando-as mais viáveis comercialmente.
O futuro das criptomoedas no Reino Unido
O setor de criptomoedas no Reino Unido se prepara para um marco importante em outubro de 2027, quando será obrigatória a autorização para todas as empresas que atuam sob o novo regime. Se o Bank of England e a FCA continuarem a ouvir o setor, há boas perspectivas de que a regulação britânica possa equilibrar a proteção dos consumidores com a atração de talentos e inovação.
