França aprova relatório para criptomoedas autônomas acima de 100 mil euros

Fernando Vitovisk
2 Min de Leitura

Medida histórica na Assembleia Nacional

A Assembleia Nacional da França deu um passo significativo ao aprovar uma emenda que exige que os contribuintes relatem suas criptomoedas autônomas que totalizem pelo menos 100.000 euros (cerca de 112.000 dólares). A votação ocorreu nesta terça-feira, com 150 votos a favor e 44 contra, além de oito abstenções.

O que isso significa para os investidores

Essa emenda, identificada como I-2701, estabelece um novo padrão de transparência fiscal para os investidores em criptomoedas no país. O valor declarado será avaliado em 31 de dezembro do ano fiscal relevante, obrigando os contribuintes a se adaptarem a essas novas regras.

Rejeição de isenção de impostos

Em uma votação separada, a Assembleia também rejeitou uma proposta que isentaria os ganhos sobre pagamentos de criptomoedas para bens e serviços, caso esses pagamentos não ultrapassassem 1.000 euros (1.120 dólares) durante o ano fiscal. A proposta foi derrotada por 69 votos a 14.

Próximos passos e desafios

A emenda faz parte do Projeto de Lei de Finanças para 2027 e precisa ser mantida na legislação final para se tornar lei. A Assembleia tem até 17 de novembro para concluir a primeira leitura do projeto, com o debate no Senado programado para começar em 20 de novembro.

Aprovação do orçamento ainda pendente

Os legisladores adiaram pela segunda vez a votação programada para a seção de receita do orçamento, enquanto continuam debatendo emendas. A rejeição dessa seção poderia resultar na rejeição de todo o projeto na Assembleia Nacional, como alertou Faustine Fleuret, chefe global de relações públicas do protocolo de empréstimos Morpho.

Implicações para o futuro das criptomoedas na França

Com essa nova exigência de relatório, a França pode estar se preparando para uma maior regulamentação sobre criptomoedas, o que pode impactar tanto investidores quanto o mercado em geral. O cenário fiscal para as criptomoedas está mudando e os investidores devem estar atentos às novas obrigações.

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