O que aconteceu
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou planos para apreender até US$ 1 bilhão em criptoativos associados ao Irã, com o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmando que a ação ocorrerá ainda esta semana. Durante o Newsmax Policy Summit, Bessent mencionou que essa medida faz parte das sanções dos EUA contra o Irã, em meio a um recente conflito militar que começou em fevereiro.
Motivação por trás da apreensão
Bessent destacou que a apreensão de criptomoedas é uma estratégia para isolar economicamente o Irã. Ele afirmou: “Sabemos onde está e estamos isolando-os”. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro dos EUA já havia anunciado, em agosto, que estava mirando exchanges de criptomoedas que facilitam a transferência de fundos para os Guardas Revolucionários Islâmicos do Irã.
Aumentando a pressão econômica
O Secretário do Tesouro também mencionou que os EUA planejam “aumentar a pressão econômica” sobre o Irã, focando em redes financeiras que financiam o regime do país, seja em dólares, riais ou criptomoedas. Em uma entrevista anterior, Bessent já havia declarado que as autoridades haviam apreendido US$ 500 milhões em criptoativos relacionados ao Irã.
Impacto das sanções
As sanções também afetaram as operações da Tether, que reportou ter congelado US$ 550 milhões em USDt (USDT) em 2026, incluindo US$ 344 milhões apenas em abril, como parte das sanções dos EUA contra o Irã. Essa movimentação levanta questões importantes sobre como as criptomoedas estão sendo utilizadas em contextos de sanções internacionais e o papel das exchanges nesse cenário.
