O que aconteceu
O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou a exchange de criptomoedas BitBank, baseada em Teerã, acusando-a de movimentar centenas de milhões de dólares em Bitcoin para o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Além disso, a BitBank teria processado taxas coletadas pela Hormuz Safe Marine Services Authority, que cobra entre 1 milhão e 2 milhões de dólares de petroleiros por ‘passagem segura’ pelo Estreito de Ormuz, um dos pontos estratégicos mais importantes do mundo.
Por que isso importa
As sanções congelam os ativos da BitBank sob a jurisdição dos EUA e ameaçam instituições estrangeiras que processam suas transações com a exclusão do sistema financeiro americano. Embora o Tesouro não tenha identificado endereços de carteiras de criptomoedas, a medida destaca os esforços do governo dos EUA em cortar o financiamento do regime iraniano através de criptomoedas. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que as designações feitas deixam claro que o financiamento do regime iraniano com ativos digitais não está além do alcance do OFAC.
A situação no Estreito de Ormuz
Desde junho deste ano, o Irã tem cobrado taxas significativas de navios que cruzam o Estreito de Ormuz, e parte desse dinheiro, segundo o Tesouro, foi movimentada por meio da exchange BitBank. A Hormuz Safe Marine Services Authority, que oferece seguros de ‘passagem segura’, também foi sancionada anteriormente, em 29 de julho.
Impacto das sanções
As sanções não apenas congelam os ativos da BitBank, mas também expõem empresas estrangeiras que processam transações da exchange a possíveis sanções. Isso significa que uma exchange em Dubai ou um banco em Istambul que lida com os fluxos da BitBank pode ser cortado do sistema financeiro dos EUA, mesmo sem qualquer envolvimento direto de cidadãos americanos nas transações.
Conclusão
Essas sanções representam mais um passo na luta dos EUA contra o uso de criptomoedas para financiar atividades de regimes considerados hostis. A situação no Estreito de Ormuz, combinada com o uso de Bitcoin por entidades iranianas, levanta questões importantes sobre o futuro da regulamentação de criptomoedas e sua relação com a segurança internacional.
