O que aconteceu
A Procuradora-Geral de Nova York, Letitia James, anunciou que conseguiu garantir até R$ 35 milhões do ex-CEO da Celsius, Alex Mashinsky, além de proibi-lo permanentemente de atuar nas indústrias de valores mobiliários, commodities e criptomoedas. Mashinsky, que já cumpre uma pena de 12 anos de prisão federal por fraude, foi acusado de enganar centenas de milhares de investidores sobre a segurança dos depósitos na Celsius.
Por que isso importa
A Celsius, uma das plataformas de empréstimos de criptomoedas mais conhecidas, congelou retiradas em junho de 2022 e entrou com pedido de falência um mês depois. Desde então, clientes e credores já receberam mais de R$ 3,4 bilhões através dos processos de falência. A procuradora James afirmou que Mashinsky promovia a Celsius como uma opção mais segura do que um banco, enquanto a empresa utilizava os ativos dos clientes em estratégias arriscadas e ocultava perdas.
O acordo e suas implicações
No acordo firmado com Nova York, Mashinsky deve pagar ao estado R$ 25 milhões se não conseguir abrir mão de R$ 10 milhões em ganhos ilícitos ao governo federal. Além disso, ele terá que pagar mais R$ 10 milhões se não cumprir sua pena de prisão integral. O caso ressalta a necessidade de regulamentação mais rigorosa no setor de criptomoedas para proteger investidores.
O futuro da Celsius
Após o processo de falência, a Celsius planeja distribuir cerca de R$ 15 bilhões em criptomoedas e dinheiro quando sair da falência em 2024. A empresa usará plataformas como Coinbase e PayPal para realizar os pagamentos. Este caso é um lembrete sombrio de que fraudes no espaço cripto podem ter consequências devastadoras para investidores e o mercado como um todo.
