Coreia do Norte nega participação em hack de US$ 6,3 bilhões da Binance e culpa os EUA

Douglas Ferrara
3 Min de Leitura

O que aconteceu

A Coreia do Norte está em meio a uma intensa controvérsia após a alegação do FBI de que o país estaria por trás do hack da Binance, que resultou em um roubo colossal de US$ 6,3 bilhões. Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, refutou essas alegações, chamando-as de motivadas politicamente.

Reação da Coreia do Norte

Em uma declaração divulgada pela Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), Kim Yo Jong afirmou que as alegações do FBI são uma tática para rotular a Coreia do Norte como um “estado criminoso cibernético”. Ela argumentou que o governo dos EUA está tentando prejudicar a imagem internacional do país, associando-o a crimes cibernéticos sempre que ocorrem incidentes desse tipo em escala global.

Acusações sem provas

Kim sugeriu, sem apresentar evidências, que os EUA poderiam estar envolvidos no hack. “Se examinarem cuidadosamente quem se beneficiará com a grande quantidade da suposta criptomoeda roubada, poderão encontrar pistas sobre quem está por trás do incidente”, afirmou. Essa declaração não trouxe provas que ligassem Washington ao ataque.

Investigadores apontam para a Coreia do Norte

Enquanto isso, a empresa de inteligência em blockchain TRM Labs atribuiu o ataque à Binance ao grupo TraderTraitor, apoiado pela Coreia do Norte, com alta confiança, com base em informações tanto on-chain quanto off-chain. Outras investigações, como as da Chainalysis e ZachXBT, também estabeleceram conexões entre o roubo e hackers norte-coreanos.

Semelhanças com ataques anteriores

TRM Labs destacou que o ataque à Binance apresenta semelhanças com ataques anteriores da Coreia do Norte, incluindo preparação prévia e uso de Tornado Cash para financiar as carteiras dos atacantes. No entanto, a atividade de lavagem de dinheiro difere do padrão observado após o hack da Bybit em fevereiro de 2025.

O que vem a seguir?

Com as tensões aumentando e as acusações se intensificando, o cenário permanece volátil. A comunidade cripto aguarda novas revelações e investigações que possam esclarecer a verdadeira origem do ataque. A situação levanta questões sobre segurança cibernética e a proteção dos ativos digitais em um mundo cada vez mais interconectado.

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