Atualização do XRP Ledger traz de volta recursos removidos por falhas críticas

Lionel Henrique
2 Min de Leitura

O que aconteceu

A tão aguardada atualização do XRP Ledger, com a versão xrpld 3.3.0, está prevista para ser lançada na próxima semana, apresentando cinco emendas propostas. Dentre elas, duas funcionalidades revisadas que haviam sido retiradas anteriormente devido a falhas críticas que poderiam permitir transações não autorizadas ou esgotamento de taxas.

Principais emendas

As emendas incluem:

  • Batch: Permite que até oito transações entre contas diferentes sejam executadas de forma atômica, ou seja, todas devem ser bem-sucedidas ou nenhuma será.
  • Permission Delegation: Permite que instituições concedam autoridade de assinatura de forma limitada sem expor o controle total.
  • Confidential MPT: Combina provas de conhecimento zero com criptografia de curva elíptica para garantir que saldos e valores de transferência permaneçam privados, permitindo que auditores verifiquem quando necessário.
  • Sponsored Fees and Reserves: Permite que bancos ou plataformas cubram as taxas de XRP de outra conta, eliminando a necessidade de cada usuário adquirir XRP antes de transacionar.
  • Dynamic MPT: Permite que um emissor especifique quais propriedades do token podem ser alteradas após a criação, evitando a necessidade de migrações completas quando taxas ou metadados precisam ser atualizados.

Impacto das emendas

Essas emendas representam um avanço significativo na capacidade do XRP Ledger de suportar ativos tokenizados em grande escala. Jazzi Cooper, chefe de produto na RippleX, afirmou que agora é hora de colocar esses ativos em uso, facilitando transferências globais, negociações, colaterização e liquidações.

Contudo, a aprovação não é automática. Embora as novas emendas tenham sido bem recebidas, as anteriores já enfrentaram rejeições. O Batch, por exemplo, foi rejeitado em fevereiro após a descoberta de uma falha que permitiria a execução de transações sem as chaves de acesso. Já o Permission Delegation foi desativado em setembro de 2025 por vulnerabilidades que permitiam cobrança indevida de taxas.

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