O que aconteceu
A Kalshi, uma plataforma de mercado de previsões, deu um passo audacioso ao solicitar a oferta de futuros perpétuos vinculados a ações individuais dos EUA, seguindo os passos da Coinbase em um esforço para trazer derivados no estilo cripto para os mercados de ações tradicionais.
Na última sexta-feira, a Kalshi apresentou uma proposta de mudança de regra à Securities and Exchange Commission (SEC) e submeteu o pedido à Commodity Futures Trading Commission (CFTC) para aprovação. Até o momento, a CFTC ainda não se manifestou sobre a proposta.
Como funcionam os futuros perpétuos
Os contratos propostos pela Kalshi não terão uma data de expiração predefinida e utilizarão pagamentos de financiamento periódicos entre posições longas e curtas para manter seus preços alinhados com as ações subjacentes. A empresa informou que esses contratos seriam tratados como produtos de futuros de segurança e liquidadas através de sua câmara de compensação registrada na CFTC, a Kalshi Klear.
Concorrência no mercado de futuros
Coinbase não está sozinha nessa corrida. A Payward, empresa-mãe da exchange Kraken, também apresentou um pedido através de sua Bitnomial Exchange para oferecer futuros perpétuos, planejando disponibilizá-los para os traders dos EUA. A Payward pretende inicialmente lançar futuros perpétuos vinculados a 10 ações, incluindo gigantes como Tesla, Nvidia, Apple, Microsoft e Amazon, com a meta de operar 24 horas por dia, 5 dias na semana.
Impacto da regulamentação
Essas movimentações ocorrem em um momento de incerteza regulatória, especialmente após a falha do CLARITY Act no Senado no dia 15 de setembro. O presidente da SEC, Paul Atkins, afirmou que “com ou sem legislação”, a agência agirá de forma decisiva dentro de sua autoridade estatutária existente para proporcionar certeza regulatória aos investidores e empreendedores americanos.
