O gigante bancário JPMorgan emitiu um alerta sobre a nova política de vendas de Bitcoin da Strategy, alegando que ela introduz um risco de fluxo “duplo” nos mercados de criptomoedas, aumentando a incerteza e a volatilidade. Segundo a JPMorgan, a Strategy deveria substituir essa política por uma emissão de ações para aumentar suas reservas de caixa.
Em um movimento recente, a Strategy formalizou uma política que permite a venda seletiva de Bitcoin para financiar dividendos de ações preferenciais. Além disso, a empresa autorizou a recompra de ações preferenciais e ordinárias como parte de uma estratégia de estrutura de capital mais ampla. Atualmente, suas reservas de caixa cobrem aproximadamente 17 meses de obrigações, mas a JPMorgan sugere que a cobertura deveria ser de 24 a 36 meses.
Com mais de 847 mil BTC em seu balanço, a Strategy é um dos maiores detentores corporativos de Bitcoin. Essa posição agressiva no mercado significa que qualquer mudança em direção à venda do ativo digital pode impactar a liquidez do mercado e a dinâmica de preços. O anúncio recente de venda de 32 BTC pela Strategy já havia colocado pressão adicional no mercado, que estava sob a influência de expectativas de aumento nas taxas de juros pelo Federal Reserve.
A JPMorgan também destacou que a demanda por ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, uma importante fonte de compra institucional desde 2024, enfraqueceu significativamente nos últimos meses. O banco observou que a atual pressão de venda pode se transformar em um sinal de alta contrária, mas para isso acontecer, seria necessário que a Strategy expandisse suas reservas de caixa e que o Congresso aprovasse a legislação pendente sobre a estrutura do mercado cripto.
O relatório conclui que, devido ao tamanho da Strategy, a possibilidade da empresa tanto comprar quanto vender Bitcoin cria um risco desnecessário para o mercado, podendo aumentar a volatilidade dos preços e impactar negativamente os custos de captação de recursos para futuras aquisições de Bitcoin.
