O que aconteceu
O Bitcoin disparou 23% em agosto, provocando uma recuperação impressionante nas ações de mineradoras que vinham sofrendo perdas. Canaan, American Bitcoin e Cango viram seus preços subirem entre 41% e 67%, enquanto as ações ligadas à inteligência artificial (IA) ficaram para trás, com CoreWeave e Nebius apresentando crescimentos mais modestos de 21% e 17%, respectivamente.
Por que isso importa
A BlocksBridge Consulting destacou que a recuperação do Bitcoin não apenas reverteu a tendência de valorização das mineradoras focadas em IA e computação de alto desempenho, mas também sugere que investidores estão novamente valorizando a exposição direta ao BTC. Três fatores principais foram apontados como catalisadores para esse rali: a decisão do Departamento do Tesouro dos EUA de aumentar o suporte à liquidez, um otimismo regulatório renovado após uma reunião da Casa Branca com executivos do setor de cripto, e um squeeze de posições vendidas que liquidou mais de $1,6 bilhão em posições cripto em apenas 24 horas.
O impacto nas mineradoras
As ações das mineradoras de Bitcoin superaram as de empresas que mudaram seu foco para IA, reforçando como o preço do Bitcoin ainda exerce uma influência significativa sobre o desempenho dessas ações. Apesar do crescente investimento em centros de dados de IA, que chega a cerca de $15 para cada $1 de receita gerada, as mineradoras ainda dependem fortemente do preço do BTC. Até agora, em 2026, nove mineradoras públicas geraram $341,2 milhões em receita de IA e HPC, comparados a $5,11 bilhões em gastos de capital nessa tecnologia.
