O que aconteceu
O presidente da Autoridade Reguladora de Ativos Virtuais do Paquistão (PVARA), Bilal bin Saqib, convocou um diálogo contínuo sobre o tratamento de ativos digitais após uma reunião com o renomado estudioso islâmico Mufti Taqi Usmani, que apoiou uma decisão contra compras realizadas com criptomoedas.
Por que isso importa
A discussão ocorreu em meio a um cenário tenso, onde o avanço do Paquistão em direção a um mercado de cripto regulamentado se choca com objeções religiosas que podem impactar a aceitação pública. Com aproximadamente 96,35% da população se identificando como muçulmana, as visões religiosas têm um peso significativo no país.
A decisão religiosa
Recentemente, Usmani e outros cinco estudiosos assinaram um parecer jurídico islâmico, emitido pela Jamia Darul Uloom Karachi, que afirma que compras com criptomoedas, incluindo stablecoins como USDT, não são permitidas, pois os tokens digitais não são considerados propriedades reconhecidas sob sua interpretação da lei islâmica.
O apelo por diálogo
Saqib não contestou diretamente essa decisão, mas enfatizou a importância de discutir as distinções entre as categorias de ativos digitais. Ele ressaltou que blockchain, ativos digitais e stablecoins representam uma ampla gama de tecnologias e casos de uso que merecem uma avaliação técnica cuidadosa, além de um rigoroso exame da Shariah.
O futuro do mercado cripto no Paquistão
Esse debate surge em um momento em que o Paquistão está relaxando suas restrições em relação a um setor de ativos virtuais licenciado. No dia 15 de abril, o Banco Central do Paquistão permitiu que bancos abrissem contas para prestadores de serviços de ativos virtuais (VASPs) licenciados pela PVARA, encerrando uma restrição de oito anos sobre instituições regulamentadas que lidam com cripto.
