Coreia do Sul desenvolverá sistema de votação baseado em blockchain

País é um dos líderes mundiais no mercado de criptomoedas e blockchain: diversos setores estão implantando as novas tecnologias

Países do sudeste da Ásia são vítimas de sistemas de votação desacreditados, que podem inclusive oferecer risco ao processo democrático. A Coreia do Sul, uma das líderes mundiais em blockchain, está criando uma plataforma de votação online baseada na tecnologia, a fim de não correr riscos e tornar o procedimento transparente.

O Ministério de Ciência, Tecnologia da Informação e Comunicação junto com a Comissão Nacional de Eleições desenvolverão o sistema antes do final deste ano. Segundo relatos, a comissão testou uma plataforma anterior em 2013, mas houve muita desconfiança devido a rumores de fraude e hackers. As informações são do portal BTC News.

O novo sistema aumentará a transparência e a segurança, incluindo um mecanismo de autenticação de usuários como parte da plataforma de votação. O governo afirmou que todos os eleitores poderão monitorar seu voto e o progresso geral via smartphone ou computador. A Blockchain Society, da Universidade Nacional de Seul, e a Agência de Internet e Segurança da Coreia, também usarão o sistema baseado em blockchain para pesquisas como um piloto, antes que ele possa ser implementado para votação.

A Tailândia usou recentemente uma plataforma de votação blockchain para as recentes eleições partidárias. De acordo com um relatório da Nasdaq, o partido Democrata usou a blockchain da Zcoin para registrar e armazenar votos no início deste mês. Mais de 120 mil eleitores usaram o sistema para registrar seus votos de forma transparente, usando um Raspberry Pi, um aplicativo para dispositivos móveis com identificação com foto.

Principais empresas coreanas estão aderindo à tecnologia blockchain

Com seus 50 milhões de habitantes, a Coreia do Sul é um dos mercados mais ativos em termos de indústria de blockchain e criptomoedas, assim como no setor de investimentos. Seguindo a febre do investimento nacional em criptomoedas, empresas de alto nível de vários setores pretendem acelerar o mercado de blockchain no país.

A Kakaotalk, rede social número um no país, investiu na Upbit e criou o Kakao Blockchain Lab. A Nexon, gigante da indústria de jogos, comprou uma exchange; A Samsung lançou uma plataforma Blockchain, a Nexledger.

O crescimento da tecnologia nos países asiáticos mostra o quanto o restante do mundo tem potencial de crescimento no setor, principalmente em países de regiões cuja penetração desse mercado ainda é pequena, caso da América Latina, onde no Brasil, país com 200 milhões de habitantes, ela ainda gira em torno de 1%.

Related Posts

Leave a Reply