Fundador da BitMart revela equipe de segurança ‘severamente subdimensionada’ após novo hack

Fernando Vitovisk
3 Min de Leitura

O que aconteceu

A BitMart, uma exchange de criptomoedas, enfrenta sérios desafios em sua equipe de segurança após um novo ataque cibernético que pode estar vinculado ao recente hack da exchange brasileira Mercado Bitcoin. O fundador da BitMart, Sheldon Xia, confirmou a situação em uma postagem no X, alertando que a equipe de segurança está operando com menos pessoal devido a reestruturações internas.

Desafios internos e ameaças

Xia mencionou que a retenção de funcionários técnicos tem sido complicada por ameaças contra colaboradores e possíveis retaliações de ex-funcionários. “Foi necessário um esforço considerável e conversas individuais para persuadir alguns membros-chave da equipe técnica a permanecer e manter nossos sistemas centrais”, afirmou. Apesar das dificuldades, ele garantiu que a empresa continua fazendo o possível para proteger dados e ativos.

Detalhes do ataque

Embora Xia tenha descrito o montante envolvido no hack de segunda-feira como pequeno, ele não revelou um número específico. A empresa de análise de blockchain Bitquery identificou transferências suspeitas totalizando aproximadamente $391.000, oriundas de carteiras associadas à BitMart em três blockchains diferentes. Esses fundos foram rastreados até uma carteira que também foi implicada no hack de mais de $46 milhões da Mercado Bitcoin, reforçando a suspeita de uma conexão entre os dois incidentes.

Futuro incerto para a BitMart

A situação da BitMart se torna ainda mais preocupante em meio a incertezas sobre seu futuro. A exchange anunciou que encerraria as operações em janeiro de 2027, após a suspensão das negociações em agosto. Usuários relataram atrasos em retiradas e contas congeladas, levantando preocupações sobre o acesso a seus fundos.

Propostas de reestruturação

Na segunda-feira, a BitMart publicou uma proposta de reestruturação, delineando três opções de recuperação para os usuários, incluindo distribuições de ativos líquidos e tokens vinculados à recuperação, com planos de buscar aprovação judicial em dezembro ou janeiro. A empresa não respondeu a solicitações de detalhes sobre a reestruturação e a situação de segurança até o momento.

Consequências no setor

Em meio a esses eventos, uma aliança de combate ao crime cripto, formada por Tron, Tether e TRM Labs, foi desfeita devido a uma onda de hacks significativos na indústria. A T3 Financial Crime Unit, que teve dificuldades de coordenação e respostas lentas, encerrou suas atividades em agosto, o que levanta novas questões sobre a segurança no setor.

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