Blockchain.com busca aprovação da CFTC para mercados de previsões

Lionel Henrique
2 Min de Leitura

Blockchain.com em busca de licenças nos EUA

A Blockchain.com está em busca de aprovação da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) dos EUA para oferecer mercados de previsões e derivativos de criptomoedas. A informação foi divulgada na última sexta-feira, 9 de outubro de 2026, revelando que a exchange solicitou duas licenças para operar com contratos de eventos e derivados para investidores varejistas e institucionais nos Estados Unidos.

O que isso significa

As licenças solicitadas, como mercado de contratos designados (DCM) e comerciante de futuros (FCM), permitiriam à Blockchain.com atuar como uma exchange de futuros para contratos de eventos e como corretora para contratos de derivativos. Em julho, a empresa já havia anunciado sua intenção de se associar à Polymarket para integrar mercados de previsões em seu aplicativo. Caso a licença seja aprovada, a exchange terá a capacidade de oferecer seu próprio mercado de contratos de eventos.

Desafios legais e regulamentares

A questão da supervisão e aplicação em plataformas de mercados de previsões, como Kalshi e Polymarket, está sendo debatida nos tribunais dos EUA. Muitas autoridades estaduais têm processos pendentes contra empresas por supostas violações de leis relacionadas a apostas em esportes e eleições. Recentemente, autoridades de Nova Jersey entraram com um pedido no Supremo Tribunal dos EUA para que se pronuncie sobre seu caso contra a Kalshi, o que pode ajudar a resolver disputas entre reguladores federais e estaduais.

Contexto do mercado de criptomoedas

Além disso, a Blockchain.com está considerando uma oferta pública inicial (IPO) com uma avaliação de até US$ 6 bilhões, com expectativa de levantar US$ 500 milhões. O presidente da CFTC, Michael Selig, justificou a necessidade de regulamentação das criptomoedas, ressaltando a queda da exchange FTX como um exemplo do que pode ocorrer sem supervisão adequada. Selig enfatizou que as novas regras visam proteger os mercados de criptomoedas e evitar a perda de fundos dos clientes, como ocorreu com a FTX, que entrou em falência em novembro de 2022.

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