THORChain sob fogo cruzado
THORChain está enfrentando críticas intensas após se recusar a blacklistar endereços vinculados ao hack da Bitget. Enquanto isso, Vitalik Buterin afirma que o Ethereum está evoluindo de uma simples blockchain para um verdadeiro computador criptográfico mundial.
O que aconteceu com a Bitget?
A polêmica começou em 25 de setembro, quando a exchange Bitget, focada na Ásia, revelou transferências não autorizadas que totalizavam inicialmente US$ 351,6 milhões, mas o valor foi elevado para US$ 387,5 milhões. A investigação preliminar apontou que os endereços IP estavam ligados a serviços de VPN usados por um grupo de hackers da Coreia do Norte, embora isso não constitua uma prova conclusiva.
O pedido de Gracy Chen
A CEO da Bitget, Gracy Chen, convocou publicamente a THORChain a bloquear os endereços relacionados ao ataque. “A descentralização é um princípio de design, não um escudo para facilitar fundos roubados conhecidos”, disse ela. No entanto, a THORChain respondeu educadamente que não iria ceder à pressão.
A discussão sobre descentralização
A recusa da THORChain em blacklistar os endereços gerou um intenso debate sobre a verdadeira natureza da descentralização. Especialistas como Joel Valenzuela alertaram que ceder a esse tipo de pressão poderia minar a ética cypherpunk das criptomoedas. Apesar de sua natureza descentralizada, a THORChain já havia pausado rapidamente suas operações após um hack anterior que resultou em perdas de US$ 10,7 milhões.
Impacto no token RUNE
Curiosamente, toda essa controvérsia parece ter impulsionado o token nativo da THORChain, RUNE, que disparou 50% em uma semana.
Ethereum se transforma em um computador criptográfico
Enquanto isso, Vitalik Buterin, criador do Ethereum, compartilhou uma visão sobre o futuro da plataforma, afirmando que ela está sendo reformulada para integrar provas de conhecimento zero, processamento paralelo e tecnologia pós-quântica. “Não é mais apenas uma blockchain. É uma arquitetura híbrida que combina blockchains e criptografia moderna”, escreveu ele.
O que significa isso para o futuro?
Buterin destacou que o fork Hegota, programado para o próximo ano, provavelmente será o último fork “normal” do Ethereum. Essa mudança irá redefinir o conceito de “onchain” e ampliar as capacidades da plataforma, permitindo aplicações mais complexas fora do ambiente de execução de contratos inteligentes.
A saída de Hester Peirce e a crítica ao KYC
Na cena regulatória, a comissária da SEC, Hester Peirce, conhecida como “Crypto Mom”, anunciou sua renúncia, efetiva em 2 de outubro. Em sua carta de despedida, Peirce criticou o armazenamento excessivo de dados de KYC, defendendo o uso de provas de conhecimento zero como uma alternativa mais segura.
O futuro do KYC na cripto
Peirce argumentou que essas provas permitem verificar a elegibilidade sem expor informações pessoais, como nome ou endereço. Sua saída marca o fim de uma era de defesa por uma regulamentação mais clara e baseada em regras para o setor de criptomoedas.
