O que aconteceu
As mineradoras públicas de Bitcoin estão reduzindo sua capacidade de mineração mais rapidamente do que a média da rede Bitcoin, em meio a uma crescente transição para infraestrutura de inteligência artificial (IA). De acordo com um relatório da BlocksBridge Consulting, o hashrate realizado entre um grupo de mineradoras públicas caiu de 368,3 exahashes por segundo (EH/s) no quarto trimestre de 2025 para 319 EH/s no segundo trimestre de 2026, resultando em uma queda de 13,4%.
Por que isso importa
A contração é ainda mais acentuada se excluirmos a Bitdeer, que continua a expandir suas operações de mineração. Sem a Bitdeer, o hashrate realizado do grupo caiu 21,2% em seis meses, passando de 324,6 EH/s para 255,9 EH/s. Em contraste, o hashrate da Bitdeer aumentou 44%, alcançando 63 EH/s. Além disso, as mineradoras estão reportando uma crescente participação de receita proveniente de atividades não relacionadas à mineração. A Core Scientific, por exemplo, gerou US$ 136,7 milhões em receita de colocation no segundo trimestre, em comparação com apenas US$ 27,5 milhões provenientes da mineração de Bitcoin.
A transição da mineração
A mudança de foco para a infraestrutura de IA indica uma evolução do setor, que agora está se afastando da simples criação de criptomoedas. A Core Scientific e a TeraWulf estão agora gerando a maior parte de sua receita de atividades não relacionadas à mineração.
O impacto da proibição na China
A BlocksBridge descreveu essa atual retração como um desmantelamento do ciclo de expansão que se seguiu à proibição da mineração de Bitcoin na China em 2021, que resultou em uma das quedas mais acentuadas no hashrate da rede antes de uma rápida recuperação, à medida que os mineradores se relocaram para o exterior. Na América do Norte, essa migração alimentou uma expansão entre as mineradoras públicas, que levantaram capital e adquiriram novos locais de energia para expandir suas operações.
Conclusão
Com a economia da mineração de Bitcoin se ajustando e a demanda por infraestrutura de IA aumentando desde 2022, várias mineradoras públicas estão redirecionando seus sites e capacidade de energia, marcando assim uma nova era para o setor. Essa evolução levanta questões sobre o futuro da mineração em um cenário cada vez mais competitivo e diversificado.
