O que aconteceu
Na última semana, os ETFs de Bitcoin registraram um impressionante fluxo líquido de US$ 853,54 milhões, o maior desde meados de abril. O IBIT da BlackRock foi o responsável pela maior parte dessa quantia, atraindo US$ 693 milhões apenas para si.
Por que isso importa
Esse aumento nos investimentos sugere que as instituições financeiras estão começando a retornar ao mercado após um período de vendas intensas no início do ano. Apesar de algumas notícias negativas, como um hack de milhões de dólares e o aumento nos rendimentos de títulos do governo, o mercado à vista do Bitcoin se manteve estável, girando em torno de US$ 64.000 no início da semana.
Impacto do relatório de empregos dos EUA
O fraco relatório de empregos dos EUA em julho, que surpreendeu negativamente, esfriou as expectativas de novas altas nas taxas de juros do Federal Reserve, o que pode facilitar a continuidade das compras institucionais em ETFs.
O cenário futuro
Embora o aumento nos fluxos de capital seja encorajador, é importante ressaltar que os ETFs ainda estão cerca de US$ 4,5 bilhões no vermelho em termos de saídas líquidas até agora no ano. Isso explica a pressão de venda intensa que o Bitcoin enfrentou nos primeiros seis meses, quando a criptomoeda caiu 33%, para menos de US$ 60.000 ao final de junho.
Conclusão
O cenário atual indica que o Bitcoin precisará de fluxos de entrada consistentes para conseguir uma recuperação significativa em seu preço. O foco agora se volta para os dados do CPI dos EUA de julho, que serão divulgados em 12 de agosto, e que poderão influenciar tanto os fluxos de ETFs quanto a trajetória do preço do Bitcoin.
