O que aconteceu
A Coreia do Norte anunciou a prisão de hackers militares acusados de roubar fundos de dois bancos estatais e lavar o dinheiro por meio de criptomoedas. Segundo um relatório do Daily NK, o grupo teria invadido os sistemas internos do Banco Central da RPDC e do Banco de Comércio Exterior, desviando fundos em moeda estrangeira e recursos do comércio estatal para carteiras de criptomoedas no exterior.
Como funcionava a operação
Após a invasão, os hackers teriam convertido as criptomoedas em dólares e yuans com a ajuda de corretores chineses. Os contatos nas cidades fronteiriças de Sinuiju e Hyesan supostamente trocavam as criptos por dinheiro em tempo real, dividindo as transferências em valores menores para evitar a detecção. Eles utilizavam aplicativos de mensagens criptografadas, telefones não registrados e equipamentos sem fio chineses para se comunicar.
Consequências e impacto
A prisão ocorreu em um local seguro em Pyongyang no dia 12 de julho, após as autoridades detectarem discrepâncias nas aprovações de pagamentos em moeda estrangeira e atividades suspeitas de IPs no exterior. Essa estratégia de lavagem de dinheiro reflete métodos comuns utilizados por grupos de hackers da Coreia do Norte para converter criptomoedas roubadas em dinheiro.
Relatórios de monitoramento de sanções indicam que corretores e instituições financeiras chinesas desempenham um papel central na conversão de criptomoedas roubadas por operadores ligados a Pyongyang em moeda fiduciária. Em 2025, os hackers norte-coreanos roubaram um recorde de $2 bilhões em criptomoedas, representando 76% das perdas por hacks e fraudes no setor até abril de 2026, segundo estimativas da TRM Labs.
